capitulo I
quando ainda vivia...aconteceu este episódio:
Logo aqui estou eu, à sombra, sentada na relva, que por sinal não se assemelha em nada à de um campo de golf de Vilamoura, rodeada por centenas de pessoas, junto ao rio Coura e perto do palco. Este encontra-se atrás de mim. Basta olhar por cima do meu ombro direito para poder ver as colunas do som e as muitas cabeças cujos narizes e bocas emanam diferentes fumos, dos muitos cachimbos da paz por aí espalhados.
Em frente, o rio, com bastantes folhas e peixes. Estes se são ou não muitos, não sei, pois quando estou atenta vejo um ou outro, creio que a desculpa para tal deve-se ao facto da água ser turva, como é usual em rios. De vez em quando, passam os amigos patos que nos ensinam a nadar e muito vaidosos pousam para as objectivas das máquinas fotográficas, daqueles que são mais amantes da natureza e que pelo seu estado lúcido ainda se preocupam com a beleza animal ao ponto de a querer guardar para a posterioridade.
Há pouco people na água – é gelada. Eu hoje ainda nem os pés molhei mas no Domingo sim. Tivemos a coragem de principiantes, devido ao calor. Eu, a Cláu ainda demos umas valentes braçadas, até já estava com saudades. Mas o que não sabes é que euzinha demorei meia hora para conceguir habituar o meu corpinho lindo à temperatura da água. Acho que é assim fria porque ao longo do rio hábita a sombra, a vegetação é densa, não sou uma expert, nem bióloga para te dizer quais as espécies existentes.
Do meu lado esquerdo, está um rapaz: olho azul (aspecto que logo me chamou a atenção), cabelo castanho escuro, curto mas denota-se o ondulado dos caracóis, portanto se fosse comprido devia ter o aspecto do Jim Morrison, versão olho azul. O rapaz é muito giro ( e digo-te: «aqui são raros, apesar de haver aos milhões, não são de qualidade). Importante é o seu tom de pele, um dourado discreto. No rosto a barba, teima em crescer, o que lhe dá um toque sensual. Neste momento, encontra-se de pé, de costas e mesmo assim é apetitoso (não, eu não sou perversa). Está de t-shirt branca, alusiva ao festival e de calções bejes...Ah, espera acabou de tirar a t-shirt... uhmm, pois é! A minha afirmação anterior comprova-se. Nem magro, nem gordo.
Gosto dos braços, tem as curvas dos músculos meio definidas e olha que eu de anatomia não pesco nada! Mas sim, olhando bem, tem uns braços do tipo, que eu usualmente costumo chamar, braços de bébe. Para ti não sei o que entendes por braços de bébe eu vou tentar explicar-te o que são para mim: primeiro têm que pertencer ao sexo masculino, sim é fundamental. Depois não sei porquê este tipo de braços, costuma despertar as minhas hormonas e até mesmo criar um frio na barriga, daquele que vem debaixo para cima. Por último, os rapazes ficam sempre bem, pois com este tipo de braços o seu corpo fica estecticamente equilibrado, nem mais nem ontem, estam no ponto!
Como vês este tem sido o meu passatempo (observação do sexo oposto), e não é só de agora por estar aqui, sentada na relva. No Festival ve-se uma data de homens disponíveis para observar. Pois acredites ou não, nestes três dias, já vi mais homens diferentes do que em todo o ano. Esta forma de passar o tempo não é estúpida, visto que sou uma rapariga solteira com bom sentido de observação masculina. Por ser tão esquesita e exigente é que ainda contínuo sozinha. Se bem que os gostos não se discutem, eu sei que gostos são gostos e estes adquirem muitas oscilações...Mudo de assunto, lembrei-me de um tema que quiz aprofundar este ano lectivo e que por falta de tempo não me foi possível e sinceramente não te quero cançar com estas “balelas”.

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